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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

YouTube - A mula da cooperativa

YouTube - A mula da cooperativa: "– Enviado através da Barra de ferramentas do Google"

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

VIRA LATAS


Vira-latas

Eu não tenho nenhuma raça
Chamam-me de vira-lata
Eu não sirvo nem para caça
Durmo na rua ou na praça

Com frio ou chuva perambulo pelas ruas
Sou chutado pelos bêbados e outros cidadãos
Muitos vezes saio correndo com medo da perua
Posso ser sacrificado ou talvez virar sabão

O que muitos não sabem é de onde eu provim
Meus ancestrais originaram do primeiro lobo na terra
Muitos me acham feio outros bonitinho
Quando uma casa me adopta pode crer que nunca erra

Durante a noite pela cidade contemplo a hipocrisia
Se deito para dormir me chutam e me xingam
Nas minhas andanças constantes vejo festas de alegria
Lá comendo e bebendo eu aqui morrendo a mingua

Muitos dizem que coisa triste é vida de cão
Esta é uma verdade que não pode contestar
Só que tem cão que viaja até de avião
Mas com o pobre vira lata a coisa é outra questão

Excepto alguns vira lixos
Que por alguém é adoptado
São tão respeitados que não tratam como bicho
E até por nome de gente o danado é chamado

O que vocês não sabem posso ser de estimação
Quero estar sempre ao seu lado sua casa vigiar
Não peço muita coisa a não ser arroz e feijão
E uns parcos ossos para minha fome matarem

Se adoptares um tomba-lixo como também sou conhecido
Você vai ter muito carinho e também distracção
Pois um cão quando é amado fica enlouquecido
Com a presença do cachorro criança teve recuperação

Um vira lata é inteligente amoroso e leal
Nunca deixa de ser amigo mesmo com depressão
Os cães deveriam ser tratados de maneira igual
Sejam de raças ou vira-latas o que querem é atenção

Dizem que somos mais agressivos do que os de pura raça
Isto não é verdade os que outros têm é instrução
Uns vão puxar trenó outros destros na caça
Alguns para o pastoreio outros perseguem o ladrão

O homem é culpado das nossas poucas agressões
Que na fase de formação nos negaram pão
No desenvolvimento da personalidade não nos deram atenção
Carregamos em nosso corpo a sequela da humilhação

Encerrando este lamento quero fazer uma apelação
Quando vir um vira lata sem lar sem comida e desprezado
Deixem nos perambular sem nos fazer malcriação
Mas se tiveres bom coração faça de nós seu adoptado

Ainda em tempo quero te lembrar
Quando quiser nos encontrar
Estaremos em toda parte até no cemitério nos verá
Onde estiver um vira lata qualquer um te informará

Poesia criada em homenagem a estes cães, sem raça, sem dono, sem casta.

Uma Lenda


Conta a lenda que certa mulher pobre com uma criança no colo,
passando diante de uma caverna escutou uma voz misteriosa que lá dentro lhe dizia:
"Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça do principal.
Lembre-se, porém, de uma coisa: Depois que você sair, a porta se fechará para sempre.
Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal..."
A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas.
Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar,
ansiosamente, tudo o que podia no seu avental.
A voz misteriosa falou novamente: "Você só tem oito minutos."
Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas,
correu para fora da caverna e a porta se fechou...
Lembrou-se, então, que a criança ficara lá e a porta estava fechada para sempre!
A riqueza durou pouco e o desespero, sempre. O mesmo acontece, às vezes, connosco.
Temos uns oitenta anos para viver, neste mundo, e uma voz sempre nos adverte:
"Não se esqueça do principal!" E o principal são os valores espirituais,
a oração, a vigilância, a família, os amigos, a vida!
Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais nos fascinam tanto,
que o principal vai ficando sempre de lado... Assim, esgotamos o nosso tempo aqui,
e deixamos de lado o essencial: "Os tesouros da alma!"
Que jamais nós esqueçamos que a vida, neste mundo, passa rápido.
E que a morte chega de inesperado.
E quando a porta desta vida se fechar para nós, de nada valerá as lamentações. Portanto, que jamais esqueçamos do principal!
(desconheço o autor)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Divagando


Vou falar de cães e gatos.
Gatos são belos, leves, ágeis, inteligentes, elegantes, delicados e limpos.
Quantas pessoas vocês conhecem que tenham tantos predicados ao mesmo tempo? Bem poucas, acho eu. Só por estas características já bastaria para admirá-los, no entanto, eu presenciei vários nascimentos de gatinhos em minha casa e, certamente, meu respeito por estes controversos felinos vem do fato de serem as gatas as melhores mães do mundo.
Zelam, cuidam, lambem, brincam, alimentam e o mais incrível: Ensinam. Não há um momento na vida dos filhotes em que eles fiquem sozinhos.
Uma vez reparei que enquanto a mãe gata se ausentava o outro gato adulto da casa ficou de vigília perto da cesta dos filhotinhos.
É incrível verificar como elas delimitam o território no qual é permitido os filhotes iniciarem seu aprendizado sobre o mundo. Eu vi uma mãe-gata dar uma palmada no gatinho mais ousado que decidiu caminhar, sem autorização, em direcção à piscina.
Olho para os gatos e me pergunto como é possível que haja mães que não só abandonam seus filhos como são capazes de jogá-los vivos em lagos ou lixeiras?
Eu me pergunto como seria a infância se os governantes dedicassem a elas 30% do zelo e cuidado que as mães gatas dedicam a seus filhotes?
Os cachorros são outro assunto. Alguns são belíssimos, outros primam pela elegância, poucos são leves, grande parte é ágil, a maioria é inteligente (há excepções), raramente são delicados e a maioria deixa muito a desejar quanto à limpeza. Assim, o meu argumento inicial favorecendo os gatos perde força.
Os cães podem ser dos mais tranquilos aos mais agitados; de super obedientes até totalmente aloprados; silenciosos ao extremo (raros) até os tipos mais barulhentos...
Bem, cães são um problema. No entanto, todos eles são brincalhões -sejam do tamanho que for não resiste a uma bolinha, a cócegas na barriga e quase enlouquecem diante da coleira e da perspectiva de ir dar uma volta na rua.
Cães amam seus donos, disso todos sabem, mas só os que têm um cachorrinho em casa sabem avaliar o tanto de companhia, carinho, alegria e dor de cabeça que estes amigões nos oferecem em troca de um simples prato de comida. Além de dar afecto, os cães me ensinaram algo muito mais sério eles morrem com dignidade.
Sentem dor e não reclamam, aceitam pacientemente o não ter mais forças para fazer isto ou aquilo, resignam-se a ficar deitados ao sol sem latir, sem pular, sem nem sequer se entusiasmar diante da perspectiva de um bom osso para o jantar. Quando sentem que o fim se aproxima, param de comer, não aceitam mais o prolongamento injustificado de um sofrimento atroz; eles não desistem... eles se entregam! E, se tiverem a oportunidade, despedem-se dos membros da família amada, como se num ritual. É... os cães sabem morrer, bem diferente de nós, humanos, que nos apegamos à vida como se ela fosse eterna e depois criamos e usamos armas capazes de exterminar a todos.
Dizem que os humanos são os mais elevados na escala evolutiva.
Eu tenho cá minhas dúvidas. O que sei é que se tenho muito a reclamar e questionar relativamente ao meu relacionamento e avaliações relativas aos seres ditos humanos, aos cães e gatos eu só tenho a agradecer.

Que você tenha
bastante felicidade para manter a doçura,
bastante provação para manter a firmeza,
bastante tristeza para manter-se humano,
bastante esperança para ser feliz,
bastante sucesso para manter a garra,
muitos amigos para lhe dar conforto,
bastante dinheiro para suas necessidades,
bastante fé para banir a depressão,
bastante determinação para fazer com
que cada dia seja melhor do que ontem.

AVISO


Perdeste posição?
Trabalha e terás outra.

Amigos te deixaram?
Serve e outros mais virão

Prejuízos vieram?
Acharás novo apoio.

Se a doença surgiu,
Deus proverá remédio.

Se trabalhas e serves,
Terás sempre o melhor.

Mas tempo que se perde
Nunca retornará.

EMMANUEL
Médium Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 12 de outubro de 2010


Cinderela à janela
vê passar a multidão
vê mil carros apressados
cães abandonados
crianças desamparadas...
mas ela não crê em nada
pois o seu coração espera
ver passar ( pela janela)
o seu principe encantado
e vai passando os dias
encostada na vidraça
enquanto que a vida passa
com todo o seu fulgor
e a cinderela
vai daqui para ali
a procurar seu amor
quantos amores já teve?
Nem ela sabe afinal...
mas isso pouco lhe importa
o que lhe interessa
é que não se feche a porta
da vida que há-de vir
pois um grande amor
ela irá descobrir!!!